quinta-feira, 20 de junho de 2013

Tirei os sonhos dos bolsos

Eu to faz um tempo querendo escrever pra atualizar meus amigos e família sobre o que tem acontecido por aqui. Mas hoje comecei a escrever e pensei "droga, to sem inspiração nenhuma.". Fechei a página e, no mesmo segundo, o Justus começou a chorar. (São 22:30 e eu to aqui de ouvido nos três por um tempo).

Fechei o blog e subi pra vê-lo. Aqui na Holanda é muito prático quando um bebê chora à noite: você coloca a chupeta nele, liga a musiquinha, sai do quarto e fecha a porta. Mas hoje, ouvir ele chorar tão profundo, me deu uma vontade de ser brasileira...

Fui lá e tirei o bichinho do berço, peguei no colo e o encaixei no meu corpo. Ele me abraçou tão gostoso e falou um "tícia" (sim, ele aprendeu a falar meu nome!) no meu ouvido, que me fez sentir um tanto de coisa que eu não tava sentindo, para que eu pudesse escrever aqui.

E cá estou!

Como eu já tinha avisado, junho tem sido um mês cheio de coisas boas. A vinda da minha mãe e a nossa ida à Paris juntas, foram os acontecimentos do ano. Não por nada... é só que é bom colocar os pés no chão, lembrar quem te fez e quem está ali do seu lado, não importa o que aconteça. E, como se não bastasse, fomos na Disney e no Jardim de Monet (acreditem ou não, eu não sei dizer qual dos dois era um sonho maior).

Quando eu contava empolgada pra absolutamente todas as pessoas que eu iria visitar o Jardim de Monet, todas me olhavam com uma cara de "sério que Monet tem um jardim?". Culpa da minha mãe! Foi ela quem leu inúmeras vezes o livro "Lineia no Jardim de Monet" para mim e para a minha irmã, quando eramos crianças. Então, para nós três, o Jardim de Monet sempre foi facilmente comparado com a Disney.

E, sem exageros, é um lugar maravilhoso! Não tem como não se encher de paz quando você caminha por um lugar daquele. Tudo foi mantido do jeito que Monet deixou e para cada lado que eu olhava, eu via um quadro dele - mas em versão natureza e não em versão pintura! Absurdamente lindo.

A única coisa que me deixou desapontada, foi o fato de que tínhamos pouco tempo pra visitar tudo. Foi um passeio rápido, mas eu não precisaria de uma foto pra lembrar todos os detalhes que vi, mesmo em tão pouco tempo!

A Disney também foi ótima. Acho que a melhor parte da Disney, foi a minha companhia. Minha mãe me fazia rir a cada dois segundos! E tudo valeu a pena por conta dela.

Mas o segundo "adeus" ia se aproximando e não tinha Torre Eiffel que me fizesse segurar a tristeza. Era 21hrs num metrô qualquer de Paris, e a gente discutia sobre como redecorar um tal quarto. Tudo pra tentar disfarçar o choro engasgado. Mas não adiantou. Eu chorava querendo parar de chorar desesperadamente, porque tudo o que eu não queria era ver minha mãe chorar. Confuso, mas acho que deu pra entender.

Eu dei um tchau rápido, virei as costas e tratei de me preocupar somente em achar meu caminho até o local de volta para Amsterdam. Quando achei? Ah, aí eu desabei!

Mas passou! Eu tinha certeza que meu dia seguinte seria bom e, que daqui pra frente, só coisas boas tão marcadas na minha agenda. As visitas boas que continuam vindo (isso inclui não só as pessoas, mas o Sol, que tem se tornado mais frequente por esses lados). As viagens dos sonhos continuam agendadas e os passos incertos continuam incertos. E, sinceramente? Esse tal de passo incerto pode ser a melhor parte de toda a viagem!


Paris - Holanda - Junho de 2013